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Curso de História da Arte a partir da América Latina, com Sylvia Werneck

07/10/2019

 

 

A crítica e curadora Sylvia Werneck estará na Casavitorino, nas noites de segunda-feira durante todo o mês de outubro, conduzindo um curso sobre a história da arte pensada a partir da América Latina. Segundo a crítica, “nossa construção da história da arte é, assim como a da própria história em si, arbitrariamente eurocêntrica, seguindo um fluxo que coloca a Europa e, mais tarde, os Estados Unidos, como paradigmas das noções do que classificamos como arte. A América Latina, assim como a Ásia e a África, fica relegada a segundo plano e entra em cena apenas por ocasião da chegada dos europeus. Toda a cultura legitimada pelas instituições obedece a um pensamento gestado numa cultura externa, à qual ainda hoje rendemos loas. A proposta deste curso é colocar em xeque esta narrativa hegemônica para propor uma história da arte vista a partir da América Latina.”
Para tanto, algumas questões pedirão reexame – como definir o que entendemos por América Latina, um termo que generaliza e amalgama profundas diferenças, em que medida estas diferentes histórias do continente se aproximam ou se distanciam, e se ainda somos considerados uma região periférica. Nesse curso, nos depararemos com subcentros e subperiferias, e diferentes “tempos” em andamento simultâneo, que ajudam a termos uma noção um pouco melhor sobre toda a diversidade do continente.
Ao longo de 4 encontros, serão discutidas a construção do conceito de América Latina e como se desenvolveu no decorrer do tempo. Os participantes tomarão contato com a obra de artistas em suas variadas manifestações, do início do século XX até a produção de nossos dias em diferentes países da região. As manifestações artísticas abordadas serão examinadas à luz dos aspectos específicos da região – os diferentes tipos de colonização e modelos de (sub)desenvolvimento, peculiaridades geográficas e étnicas, eventos sócio-políticos e aspectos de costumes. Tendo como pano de fundo tais especificidades, serão apreciadas obras de artistas contemporâneos em diversas modalidades, de acordo com recortes não convencionais. A proposta é propiciar novas chaves de interpretação a partir das perspectivas escolhidas, fomentando nos alunos a construção de uma fruição autônoma.

Encontro 1: O que é América Latina / Identidades múltiplas / Visão externa / Colonização e conquista
Encontro 2: Modernismo na América Latina - principais artistas / Antecedentes e vanguardas / Desdobramentos
Encontro 3: Manifestações contemporâneas – memória / mitos e fantasia / identidades
Encontro 4: Manifestações contemporâneas - a questão feminina / política / resgate da cultura popular

Público: estudantes, artistas, professores e pessoas interessadas em arte e cultura da América Latina.
Datas: 14, 21, 28 de outubro e 4 de novembro de 2019
Horário: às segundas-feiras, das 19:00h às 22h
Valor: 260,00 | Vagas: 20
Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfg2PqCNoqxIx70hvcBCwBph_HGJplSMBhUBwEqvLwKoagGMw/viewform
Informações adicionais pelo e-mail casavitorinofoto@gmail.com

Sylvia Werneck (São Paulo, 1970) é crítica filiada às associações brasileira e internacional dos críticos de arte (ABCA e AICA) e curadora independente. Tem especialização em Estudos de Museus de Arte (MAC-USP), mestrado em Estética e História da Arte (PGEHA-USP) e doutorado em Comunicação e Cultura (Programa de Integração da América Latina – USP). Como curadora, realizou exposições em museus e espaços comerciais e independentes desde 2008 (como MAC-USP, Galerie Brésil e Capão Nu), fez parte da comissão de seleção de novos artistas para a Bienal de Novos Artistas da Caixa Cultural em 2016 e desenvolveu projeto curatorial de itinerância do acervo da Caixa Cultural em 2017. É correspondente da Revista Artnexus desde 2012 e colaboradora da Revista babEL desde 2018. Foi jurada do Prêmio Bravo de Cultura em 2018. Lecionou no curso de Artes Visuais do Centro Universitário Senac entre 2007 e 2009. É autora de “De dentro para fora - a memória do local no mundo global” (Editora Zouk, 2011).

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